quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Uma Viagem e os Sonhos Perdidos

O Tejo viu nascer, numa madrugada fria, um ser distante e frio do mundo, a sua carência era demonstrada em lágrimas, que eram rasgadas por rasgos tímidos de sorrisos carregados com a força das gaivotas e traziam neles o brilho dos mares. O vento levava entre os grão de poesia, prosas escritas por poetas que há muito se extinguiram, entre o denso nevoeiro, que se arrastava ao longo de uma praia deserta, cheia de pessoas. O seu olhar distante sobre os oceano, trazia a saudade de outros tempos, saudades de uma vida que o marcara, tão profundamente, tal como as gaivotas escrevem sobre a areia de poesia, prosas de uma vida ao longo de uma linha emoções, que vem e vão ao sabor do rebentar das ondas, em profundo silencio onde tudo começa e tudo acaba….mesmo ali…ali…onde ele deseja um dia recomeçar uma vida, que tarda em começar, ou se calhar já começou, e ele simplesmente perdeu o bilhete de uma viagem sem volta. Uma viagem alucinante, onde cada segundo conta, onde o ultimo segundo, tem tanto tempo como uma vida não vivida, ele sonha, acredita , sorri em silencio, e por detrás de uma carência silenciosa, tem uma vontade enorme de abraçar um mundo sem medos, onde o seu maior medo é de um dia não ser feliz, ao sabor das pequenas coisas da vida. Ele sonha como qualquer criança, sonha em dançar sobe uma chuva de lágrimas ,as suas lágrimas de extrema felicidade de um dia poder ter tido a oportunidade de ter dançado, ao som da poesia, ate ao seu ultimo fôlego, com o seu anjo, onde o sem abrigo tirasse uma fotografia para um livro, o seu livro….

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