Mudanças talvez possam mesmo ser boas, mas em algumas horas sabemos que nosso sexto sentido está gritando muito perto dos teus ouvidos, dentro de ti e fica praticamente impossível não escutar tanta dor em cada passo, mas você continua. E nessa hora que eu parei, olhei pra trás, e talvez eu pudesse ter voltado. Mas quem saberia o que tinha no final dos trilhos se eu não tivesse ido até lá e visto com meus próprios olhos por cima das mãos? Ainda bem que tive as tuas mãos pra me segurarem, quando percebi o trem já passara e tudo que restou foi o abismo. Alto e magnífico, aterrorizantemente convidativo para um salto sozinha, e era nessa hora que esperei a tua mão, que não estava lá, nenhuma das outras.
Somente você poderia passar por tamanha dor por alguém, como eu passei por tudo isso esperando te encontrar no lugar marcado. E como sempre, você já tinha fugido com teu burro manco e sonolento. E nem assim consegui ir atrás de ti, mas me aguarde, sempre soube que teu forte não era corrida
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