quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Limite

Fecho os olhos, o vento sussurra-te ao ouvido, permaneço aqui sentado, neste silencio ensurdecedor, sozinho, contigo aqui ao meu lado. As paredes que me rodeia prendem -me a um mundo ténue, há muito que a luz se apagou, o brilho ofuscou-se, toco, na janela, que me separa do teu rosto, tu davas cor, brilho, sedução, perfume, ao mar, estrelas, a uma vida que se perdeu, entre as pedras da calçada, onde o transeunte, perdido, triste de roupas velhas e rotas, que por la passava, cruzando-se com um sem abrigo de roupas de marca novas, ainda por estrear. Pego nos grãos de areia, faço deles cartas de amor, que hoje ninguém escreve, se recusam a ler,e chamam de ridículas, e em cada pedaço da minha roupa velha, colo uma letra de poesia, que queria declamar, mas há muito que te foste, silenciaste oceanos, um dia, ofuscaste o sol, marcaste o teu perfume com o arco íris, onde os teus olhos de cor de âmbar, destruíram , o mel dos icebergues. Sinto me sozinho, aqui , protegido, pelo o calor do teu corpo que me aquece como uma manta, aqui mesmo ao meu lado.O Toque está frio e distante, tão, perto que é impossível de tocar-te, Será por algum dia não ter acreditado, que se pode ser sem abrigo com roupas novas? ou era das roupas que o transeunte vestia?, o vazio?….mas que seria realmente preciso para te poder tocar , sabendo que estavas mesmo ali ao meu lado?

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